BioArchitects prospecta mercado mineiro

Proposta da empresa é revolucionar modelo atual de cirurgias

Depois de impressionar o mercado paulista e norte-americano com a tecnologia de impressão de próteses e biomodelos customizados em 3D, a paulista BioArchitects se prepara para avançar para outros mercados no Brasil. Entre os destinos de interesse estão Minas Gerais e Paraná, prioridades do comercial da empresa. Com três anos e meio de existência, a Bio Architects promete revolucionar a forma como as cirurgias são feitas no país, diminuindo os custos e o tempo dos procedimentos. A empresa faturou R$200 mil em 2015 e pretende bater R$ 1 milhão este ano.

De acordo com o CEO da BioArchitects, Felipe Marques, a empresa surgiu a partir da visão do fundador Aurelio Lebovits, que percebeu na impressão 3D o futuro da indústria. Ao pesquisar o mercado, ele acabou se deparando com uma grande demanda na área médica. No Brasil, a BioArchitects desenvolver réplicas ultrarrealistas de diferentes órgãos do corpo humano, que auxiliam os médicos na preparação da cirurgia. Elas são projetadas e impressas a partir de imagens de tomografia computadorizada e são totalmente customizadas ao paciente.

˜O médico pode cortar e suturar o biomodelo, além de testar as melhores ferramentas a serem utilizadas durante a cirurgia. Desde que a BioArchitects foi fundada, já produzimos mais de 300 peças e temos tido retorno positivo sobre como o uso das réplicas tem diminuído os gastos com cirurgias e diminuído o tempo dos procedimentos cirúrgicos˜, afirma o CEO. De acordo com ele, em uma cirurgia de fratura de costela realizada recentemente, após o uso de um biomodelo da empresa foram economizados R$20 mil em materiais e duas horas de procedimento no centro cirúrgico.

A BioArchitects importa a matéria-prima, uma resina com a textura de um plástico. A impressora utilizadas pela empresa tem tecnologia de última geração e consegue diferenciar os tecidos e ossos, de forma que a réplica fica muito próxima do real. De acordo com o CEO, os biomodelos mais demandados são pra as áreas cardíacas, vascular e oncologia.

A empresa tem sede em São Paulo e uma filial em Nova York, onde estão seus principais clientes. Mas, como tem estrutura para atender médicos de qualquer lugar do país, a empresa está investindo em seu departamento comercial, a fim de alcançar novos mercados. Entre os estados de interesse da BioArchitects, estão Minas Gerais e Paraná. A empresa também pretende explorar parcerias com planos de saúde.

“Estamos coletando dados para apresentar a solução aos planos de saúde e mostrar como os biomodelos podem reduzir custos e até evitar cirurgias. Mas é uma negociação difícil, pois aqui as companhias ainda enxergam esse produto como gasto, diferente de outros mercados como Japão e Estados Unidos, que entendem como redução de custo”, afirma.

Implantes – Apesar do sucesso dos biomodelos no Brasil e no exterior, esse não foi o primeiro produto da BioArchitects. Logo quando foi fundada, a empresa desenvolveu uma calota craniana de titânio para implante em pacientes com falhas no crânio advindas de traumatismos, doenças ou anomalias congênitas. O desenvolvimento do projeto foi muito bem-sucedido, mas os sócios encontraram dificuldade de licenciamento junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e suspenderam a iniciativa no Brasil por um tempo.

Conscientes de que tinham e mãos um produto revolucionário, os sócios partiram para o mercado norte-americano, onde abriram uma filial e iniciaram o processo de licenciamento junto à Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora americana de alimentos, medicamentos e produtos médicos. No fim do ano passado, a BioArchitects recebeu da FDA autorização para produzir placas de titânio de 38 ossos craniofaciais. Esse é um dos principais projetos que ajudarão a BioArchitects a bater a meta de R$ 1 milhão de faturamento para 2016.

O CEO afirma que a empresa não descartou a produção desses implantes no Brasil, mas explica que inicialmente a busca pela regularização junto à Anvisa está paralisada. No país, um outro mercado também vem chamando a atenção dos sócios e é uma das apostas para os próximos anos: o desenvolvimento de simuladores para a educação médica.

publicação original disponível em

http://diariodocomercio.com.br/noticia.php?tit=bioarchitects_prospecta_mercado_mineiro&id=173527

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